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Opinião Eleições

Só apareceu porque tem eleição este ano

O que ocorre, na verdade, é uma estratégia clara com base em um cronograma dos gestores e ocupantes de cargos públicos para que suas ações não sejam esquecidas no momento do voto

10/01/2022 às 11h00 Atualizada em 10/01/2022 às 11h05
Por: Agora ES
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Foto: Divulgação / Internet
Foto: Divulgação / Internet

Luiz Fernando Brumana

Há algumas máximas populares quando o assunto é política que dizem: "Fulano só aparece em ano de eleição" ou "Por causa da eleição, começam a fazer tudo quanto é obra". 2022, que acaba de ter início, é um ano eleitoral e você, leitor, com certeza ouvirá uma dessas frases.

A percepção popular não é de toda errada. O que ocorre, na verdade, é uma estratégia clara com base em um cronograma dos gestores e ocupantes de cargos públicos para que suas ações não sejam esquecidas no momento do voto.

Ao assumirem seus postos, principalmente ordenadores de despesa, costumam utilizar o primeiro ano para diagnósticos e planejamentos, evitando, por exemplo, problemas com algum tipo de irregularidade em contratos da gestão anterior. Montam e substituem os membros de suas equipes, estabelecem relações com demais poderes, entre outras ocupações.

No segundo ano, geralmente, se investe em anúncios mais modestos e, muitas vezes, há uma postura de arrochos fiscais, o que possibilita melhor controle de contas e, não ingenuamente, dará suporte financeiro para que a gestão deslanche no biênio final sem grandes problemas.

Já no terceiro, com mais dinheiro em caixa, os projetos começam a sair do papel e passam a ser vistos, principalmente no segundo semestre. O período é conveniente porque, assim como há a máxima das "obras em ano eleitoral", há também da "fraca memória do eleitor". Ter ações ocorrendo durante ou pouco antes do cidadão começar a pensar o voto é uma forma de ser lembrado, garantir apoios e evitar ataques da oposição.

Por fim, o quarto ano é "o mais curto para a gestão" e, por isso, precisa ser de plenos resultados. A legislação eleitoral proíbe uma série de ações seis meses antes do pleito, como contratação, demissões, concursos e anúncios de obras. Além disso, muitos membros do Executivo se afastam das suas funções por causa das eleições e precisam que seus resultados sejam visíveis e atribuídos a eles muitas vezes sem as suas presenças em agendas oficiais.

E o eleitor, o que precisa pensar? Cabe a quem irá dar o voto deste ano começar desde já a acompanhar as notícias políticas, relembrar promessas de campanhas, pesquisar se foram cumpridas, saber quem são os candidatos a presidente, governador, deputados e senadores, fazer um balanço do que está sendo entregue e de como se chegou até aí e, mais do que fundamental, não se deixar influenciar por certas máximas populares.

Reitor na disputa

Ex-reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Reinaldo Centoducatte almeja disputar a vaga do Senado pelo PT no próximo ano e vai colocar seu nome à disposição do partido. Ele esteve à frente da Universidade por dois mandatos, de 2012 a 2020, e pretende fazer uma campanha propositiva tendo a Educação como um dos focos.

O PT, por sua vez, busca um candidato majoritário também como forma de auxiliar na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

Alckmin

Sobre a saída do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin do PSDB, o ex-vice-governador do Espírito Santo César Colnago (PSDB) afirmou: “Estive com ele em junho e conversamos sobre a importância dele no partido. 

Ele é uma figura histórica, uma referência e, evidentemente, não queria que ele saísse. Vou respeitar sua decisão, mas queria que ele ficasse”, afirmou.

Chapa socialista

Com o fim das coligações e tendo a seu favor o fato de estar à frente do Palácio Anchieta, o PSB tem montado uma pesada chapa para deputado federal. A intenção da sigla é ocupar duas ou três das 10 cadeiras capixaba na Câmara Federal. Entre os pleiteantes, Ted Conti e Paulo Foletto vão buscar a reeleição.

Tentando pela primeira vez, estão a vice-governadora Jacqueline Moraes; o deputado estadual Eustáquio de Freitas; o ex-vice-governador Givaldo Vieira; o vereador de Linhares e presidente do partido municipal Tarcísio Silva; o ex-vereador de Vitória Sérgio Sá (Vitória); a ex-prefeita de Mimoso do Sul, Flávia Cisne; entre outros nomes, inclusive um da universidade.

Reunião com prefeitos da Grande Vitória

Prefeitos de Grande Vitória se reuniram nesta semana com o conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo, Rodrigo Coelho. Em pauta, a apresentação do novo programa de gestão educacional do Estado. 

Além do chefe do Executivo de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), também esteve presente Edson Magalhães (PSDB), prefeito de Guarapari.

Luiz Fernando Brumana é jornalista e professor. Mestre em História Social das Relações Políticas pela Ufes, com mais de 10 anos de experiência cobrindo os fatos e articulações políticos no Espírito Santo.

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